Chromebox: um chromebook sem o notebook

Os chromebooks são uma opção muito digna para quem pode trabalhar somente com uso dos aplicativos online do Google. E essa caixinha é mais uma maneira de fazer isso, sem precisar comprar um notebook propriamente dito, é só a CPU para usar com o teclado, o mouse e o monitor que você já possui. Simples, pequeno e aparentemente deve ser barato também.

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Chromebooks are an interesting option for the person who’s able to work solely using Google Apps. And this little box is just another way to do it, without having to buy a whole notebook, it’s just the CPU so you can plug it to the keyboard, mouse and display you already have. It’s simple, small and apparently very cheap too.

O erro e a má fama

Todos os sites que noticiaram assumiram que a Samsung estava por trás daquele vídeo que também postei aqui durante a semana passada, com as pessoas protestando em frente à Apple Store de Sydney, na Austrália. E eu acabei cometendo o mesmo erro, talvez pelo fato dos sites que leio terem dado como fato, sem terem confirmação factual (algo do qual sou tão culpado quanto).

Mas qual não foi a surpresa ao ler alguns minutos atrás no “Loop Insight” que a RIM assumiu a autoria da campanha. Incrível como a sensação de queda da RIM fez com que sequer se cogitasse que ela fosse a responsável, e a má fama que caiu sobre a Samsung depois dos seus comerciais mais recentes.

Enfim, erro corrigido, o que eu falei sobre a Samsung aquele dia provavelmente se aplica mais ainda sobre a RIM, ofender os consumidores que se quer conquistar talvez não seja a melhor alternativa, e desculpe, Samsung.

Em tempo: hoje é dia de Blackberry World e está havendo uma demonstração do BB10 que vale a pena ver. Comerciais aparte, é sempre bom ver uma companhia com ótimo histórico tentando se reerguer da sua recente queda.

(Source: loopinsight.com)

Mais um "comercial" da Samsung contra a Apple

Eu estaria mentindo se dissesse que não ri desse vídeo, talvez tenha sido a ação mais criativa e engraçadinha da Samsung até agora. Muito menos artificial do que aquela cena tosca do cara na fila ‘oh, I got Samsunged”.

Mas eu continuo insistindo, e falo como um consumidor da Apple que teria um produto HTC sem problemas, um Nokia, um Sony, mas não me vejo comprando um celular da Samsung. Um dos motivos é o fato dela, abertamente, me chamar de idiota por hoje comprar Apple.

Não é a melhor maneira de tratar um consumidor que você quer atrair, muito menos acho inteligente partindo da empresa que se tornou a maior fabricante de celulares (incluindo não-smartphones) do mundo recentemente, e que busca também ser a maior de smartphones, afinal se ela atingir seu objetivo, quem terá que acordar (ou quem serão as ovelhas então, remetendo à outra campanha iniciada essa semana)?

Alguém compete com o AMOLED?

 

Durante uma conversa surgiu o assunto que virou esse primeiro post do blog, e mesmo que ele ainda não tenha um banner nem aparente estar completo visualmente, preparei logo o post (porque eu não tenho quase nenhum conhecimento de criação e edição de imagens e sempre fico confuso quanto a design). A conversa que me motivou a pesquisar e escrever sobre displays ocorreu há alguns dias no Twitter com a minha amiga Carol, quando ela comentou algumas experiências interessantes com a tela de alguns aparelhos que ela pôde usar. Foi aí que resolvi pesquisar especificações de cada aparelho, vídeos, imagens, e outras coisas que ajudem a entender melhor o funcionamento dos principais tipos de tela usados atualmente, o IPS e o Super LCD do lado do cristal líquido e o Super AMOLED+ do lado do LED orgânico, do alto de seus nomes hiperbólicos, como bem definiu o Engadget no review do HTC Sensation.

A diferença básica entre esses dois tipos de tela (e isso não deve ser novidade para ninguém) é que os LCD precisam de uma luz traseira (backlight) emitindo luz para que possamos ver as imagens, e os AMOLED não possuem luz traseira, cada pixel é uma luz em si e portanto cada pixel gera luminosidade.

Nos celulares

Como esse post é sobre celulares, é bom saber quais os principais aparelhos que podemos (ou não, como diria Cléber Machado) ver por aí, qual tecnologia usam, o tamanho da tela, a resolução e a densidade de cada um. Só assim acredito que esse post possa, de fato, levar conhecimento a quem lê-lo e ajudar cada um a, quando ver algum aparelho desses, possa notar esses detalhes, avaliar o que é mais relevante ou não aos seus próprios olhos. Então, vamos a eles:

 

Não há muita especificação sobre qual tipo de display a Motorola usa, mas uma dica pode ser encontrada no Xoom, que supostamente usa uma tela tipo VA, o que implicaria possivelmente em telas Super LCD. A LG usa em seus aparelhos displays Super IPS, que são os que oferecem os melhores ângulos de visão entre todos os LCD, mas nunca apresentaram os melhores níveis de brilho e contraste, embora tenham melhorado sensivelmente nas últimas versões e quase exibido níveis similares aos outros. A Apple usa também uma tela Super IPS produzida pela LG, mas possívelmente com alguma tecnologia proprietária dela em conjunto. A HTC e a Sony usam displays Super LCD produzidos pela própria Sony, e a Samsung também produz os AMOLED que ela mesma usa (ela fornecia para outros também, mas não produz o suficiente para atender à demanda própria e do mercado).

Reviews

No review do Galaxy S II feito pelo Engadget, o display Super AMOLED+ de 4,3 polegadas foi definido como a melhor tela que eles já viram em um celular, enquanto o Super LCD do HTC Sensation é dado como um bom display, que se aproveita muito bem da resolução qHD (960x540), mas ainda é inferior ao AMOLED em brilho, contraste e ângulo de visão. Como o display usado pela HTC é o mesmo fabricado pela Sony, a tela do Xperia Arc não difere muito disso, ganhando apenas um pouco mais de qualidade em fotos e vídeos devido ao Bravia Mobile Engine. Já no review do LG Optimus Black, fica claro que ele não chega ao nível do Galaxy S II e do iPhone 4, exceto na visualização sob o Sol, sua principal qualidade. Infelizmente pelo fato do Milestone 3 ainda não estar à venda (espera-se para o meio de Julho nos EUA como Droid 3), ainda não há reviews dele no ar para que a tela seja avaliada. Enquanto isso, o display do iPhone 4, mesmo já sendo usado há um ano, ainda é o de maior resolução e densidade até hoje e para muitos ainda é o melhor display do mercado (o review não é citado, pois é muito anterior a todos os outros).

Comparando

Foi notória na primeira geração dos AMOLED, a incapacidade desse tipo de display quando sob luz solar direta, basta ver esse vídeo postado no Engadget em Junho de 2010, que também serve de demonstração como o Super AMOLED colocou esse tipo de tela no mesmo nível dos LCD (não há muita diferença entre o Samsung e o Sony Ericsson no vídeo). O fato de ambos os fabricantes costumarem se gabar de terem a tela que menos energia consome, torna difícil saber qual a realidade nesse ponto, cada display quando aparece diz ser melhor que o outro, e assim por diante.

O ângulo de visão é a área em que os displays IPS dão show, já que eles foram feitos especificamente para serem vistos bem em até 178 graus. Os Super AMOLED+ estão em segundo lugar nessa categoria, com os mais novos Super LCD em terceiro. Como os três se equiparam na questão do brilho, o negócio é ir direto ao contraste, onde os Super AMOLED foram muito superiores comparando com o Super LCD da época e com o AMOLED original (no vídeo, reparar na sombra na rocha, do lado esquerdo das telas).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gY6qpnoziZM]

Já na comparação atual do Super LCD do HTC Sensation com o Super AMOLED+ e o IPS do iPhone 4, a vitória vai de longe para o display da Samsung. Nele os brancos são mais brancos e os pretos são mais pretos (que argumento, hein?), como é possível ver no vídeo abaixo (e no desse link, que não é possível incluir no Wordpress). Difícil aí é definir o segundo colocado, já que o vídeo do iPhone mostra ele com o brilho automático ligado e o iPhone dificilmente usa o máximo de brilho em sua tela (experiência própria, só em ambientes externos ele vai ao máximo), e a impressão do Sensation é de mais brilho, mas não foram mostradas fotos para ver a profundidade dos tons mais escuros.

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Desenvolvimento

Um ponto que pode parecer detalhe mas é crucial para que o Super AMOLED+ tenha crescido tanto em relação aos LCD, é o fato de seus subpixels não estarem mais arranjados no formato PenTile, fazendo com que o display mais novo, mesmo tendo a mesma resolução, tenha até 50% mais subpixels que o antigo. Fica mais fácil entender isso ao ver a imagem ao lado e as duas disponíveis no CNET Asia, onde fica claro que no formato antigo, cada píxel era formado apenas pela cor verde combinada com a cor vermelha ou a cor azul, e nunca as três juntas, esse arranjo é conhecido por RGBG.

No novo formato, cada pixel possui subpixels nas três cores, melhorando a qualidade daquilo que é exibido, especialmente texto em fontes de tamanho médio ou pequeno (isso explica porque na conversa citada no primeiro parágrafo, a Carol comentava que ao tentar ler num Galaxy S sempre achava que havia algo estranho, né Carol?).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=9jJaeJ0gjos]

Mas como toda tecnologia possui algum problema a ser solucionado, o do Super AMOLED+ é a densidade da sua tela. O Galaxy S II, de acordo com o ótimo OLED Info, recebeu um display de 4,3 polegadas com a mesma resolução do anterior de 4 polegadas porque essa mudança na disposição dos subpixels causou o aumento no tamanho mínimo de cada pixel. Mas a Samsung promete ainda para esse ano um novo processo de fabricação que deve levar esses displays a densidades similares à do display do iPhone 4, acima de 300ppi. Essa mudança também seria crucial para a fabricação de TVs AMOLED.

Terminando

Para concluir esse longo post inicial, fica claro que, como já se esperava no mercado de TVs há alguns anos, as telas OLED são, de fato, a próxima geração em relação ao LCD. E eu acho muito legal poder ver uma tecnologia sendo desenvolvida praticamente na frente dos nossos olhos, a cada geração de celulares mostrando mais qualidade, e realizando todo o potencial que lhe foi creditada anteriormente. Ainda há alguns pontos em que esse formato perde para aqueles que já estão estabelecidos há muito mais tempo, mas também é visível que muito em breve cada uma dessas “falhas” será trabalhada e deve superar os concorrentes, visto que esses parecem estar no limite do que os LCD permitem.

Mas além disso ainda restam alguns pontos a serem esclarecidos nessa história, como quando teremos uma produção de OLEDs que atenda à demanda que ele possa vir a ter, se assim como no LCD há vários formatos os OLEDs também terão, e se de fato eles vão virar padrão e o LCD está fadado a sumir das nossas TVs e celulares, teremos mais empresas concorrendo com a Samsung na fabricação e desenvolvimento dessas telas.

E você, o que acha dessas telas, qual a melhor aos seus olhos? Quais delas você já viu, quais delas ainda não conhece? E quais suas opiniões sobre essas perguntas ainda sem resposta para o (breve) futuro?